Minha profunda admiração por quem consegue borrifar poesia no cotidiano de aromas monótonos. Dito isso, faço este gesto de resistência ao esvanecimento de memórias: um breve texto sobre o encontro que tive com uma senhora que pediu alguns centavos pra completar a passagem de ônibus numa manhã fria florianopolitana na qual eu tinha a primeira aula presencial dia de mestrado. Na Praça do Pida, coração da Trindade, onde a vida estudantil da UFSC pulsa com vigor, eu almoçava apressado um lanche quando Adriana chegou até a mim.